Revista Universo Místico

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Curiosidades sobre o Espiritismo

Allan-KardecA palavra Espiritismo não foi criada por Allan Kardec
Apesar de quase todos os espíritas acreditarem que o codificador do Espiritismo criou esse neologismo “Espiritismo”, existem ao menos três obras anteriores ao lançamento de “O livro dos Espíritos” que citam a palavra “Spiritism” em inglês antes de 1857, o ano em que foi publicada a obra na França.

 

politicaChico Xavier x Política
Outra informação polêmica, e que poucos espíritas conhecem, é a de que Chico Xavier apoiou o ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor de Mello nas eleições de 1989, contra o então candidato Luís Inácio Lula da Silva. Chico apoiou Collor abertamente, e dizem que, mesmo depois de todos os escândalos e corrupção do Collor, já presidente, terem sidos revelados à imprensa, Chico chegou a declarar que o “amigo Collor” sairia dessa. Diante disso, sabemos que Chico Xavier era um ser humano e está sujeito a erros, como qualquer pessoa.

 

livroElaboração da obra “O Livro dos Espíritos”
“O Livro dos Espíritos”, a principal obra onde se encontra a base de toda a doutrina espírita, foi escrito por apenas duas médiuns, conhecidas como as “meninas Baudin”, mais precisamente “Julie Baudin” e “Caroline Baudin”, ambas adolescentes acompanhadas de seus pais. O texto completo de “O Livro dos Espíritos” foi revisado por mais uma médium, chamada de Ruth Japhet. De fato, Kardec cita outros médiuns que teriam participado da elaboração de todo o escopo teórico do Espiritismo, mas não revela o nome deles, talvez como forma de protegê-los, de modo que não se pode confirmar ou negar essa informação. De qualquer forma, alguns defendem a ideia de que a aclamada “concordância universal” do ensino dos espíritos, tão propalada pelos espíritas como a garantia de veracidade dos escritos, não poderia se sustentar apenas com três médiuns participando da elaboração do livro. Pelo simples fato de que três médiuns seria muito pouco para se pensar em termos de concordância universal do ensino dos espíritos, ou universalidade das comunicações. Não há dúvida que Kardec cita outros médiuns que teriam confirmado os princípios espíritas, mas não descreve quais seriam as questões que eles acataram ou negaram.

 

plagioAcusação de plágio nas obras de Chico Xavier
Uma informação que pode deixar alguns seguidores de Divaldo Franco bastante surpresos é uma suposta carta, que teria sido escrita por Chico Xavier, onde ele acusaria Divaldo Franco de plágio em suas obras psicografadas. Essa é uma carta que teria sido escrita por Chico Xavier e teria sido deixada na sede da Rede Integração, que é uma afiliada da Rede Globo em Uberlândia. A carta original teria ficado com um amigo do Chico, um advogado chamado Jarbas Varanda, que desencarnou em 2003. Seu filho, Leonel Varanda, continua em posse dessa carta. O próprio Divaldo Franco reconhece que há muitas semelhanças, mas atribui isso a um fenômeno de corroboração de mensagens, ou seja, os espíritos divulgam mensagens semelhantes a médiuns diferentes. Resta saber por que o próprio Chico, um dos maiores expoentes do Espiritismo e profundo conhecedor da doutrina dos espíritos, ele mesmo não cogitou se tratar de um fenômeno de corroboração e semelhança de mensagens, já que ele próprio, melhor do que ninguém conhecia esse fato. Aqui a dúvida permanece.

 

negrosAllan Kardec, sobre os negros
Uma polêmica bastante séria que surgiu no movimento espírita seria o suposto racismo de Allan Kardec. Algumas declarações de Kardec em seus livros deixam patente, para alguns, uma forma grosseira de racismo, tão comum em sua época. Vejamos um desses escritos que alguns apontam como sendo racista: “Esses Espíritos dos selvagens, entretanto pertencem à humanidade; um dia atingirão o nível de seus irmãos mais velhos, mas certamente isso não se dará no corpo da mesma raça física, impróprio a certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento não estiver mais em relação ao desenvolvimento, emigrarão de tal ambiente para se encarnar num grau superior, e assim por diante, até que hajam conquistado todos os graus terrestres, depois do que deixarão a Terra para passar a mundos mais e mais adiantados” (Revue Spirite, abril de 1863, pág. 97: Perfectibilidade da raça negra, in Allan Kardec, A Gênese, Lake _ Livraria Allan Kardec editora, São Paulo, p. 187). Outra passagem nas obras de Kardec, também considerada racista por alguns, é essa aqui: “Os negros, pois, como organização física, serão sempre os mesmos; como Espíritos, sem dúvida, é uma raça inferior, quer dizer, primitiva; são verdadeiras crianças às quais podemos ensinar muita coisa; mas, por cuidados inteligentes, pode-se sempre modificar certos hábitos, certas tendências, e já é um progresso que levarão numa outra existência, e que lhes permitirá, mais tarde, tomar um envoltório em melhores condições. Trabalhando para o seu adiantamento, trabalha-se menos para o presente do que para o futuro, e, por pouco que se ganhe, é sempre para eles um tanto de aquisições; cada progresso é um passo adiante, que facilita novos progressos”. Cada um tire sua própria conclusão a esse respeito.

 

inglesTradução da obra de Chico Xavier para o inglês
Uma informação que só foi revelada há pouco tempo, por um palestrante espírita chamado Alamar Régis, é a de que a FEB (Federação Espírita Brasileira) que detém os direitos autorais sobre muitas obras de Chico Xavier, teria proibido a tradução dessas obras para o inglês. Em um dos seus textos ele conta que uma grande editora americana veio ao Brasil em 1969, e tinha total interesse na venda dos livros de Chico Xavier nos países de língua inglesa. O próprio Chico teria ficado felicíssimo com essa notícia, considerando-a uma “benção”. Mas quando os responsáveis pela editora procuraram os dirigentes da FEB na época, eles alegaram que existiriam problemas de tradução e que isso traria “sérios danos ao Espiritismo”. Por esse motivo, não poderiam autorizar a publicação no inglês. Os livros de Chico Xavier seriam vendidos para milhões de pessoas, e isso provavelmente iria mudar a vida de milhões de leitores que tivessem contato com o conhecimento espiritual. Dizem também que Chico chegou a declarar que se arrependeu de ter passado os direitos autorais de suas obras para o domínio da FEB. Se tudo isso for mesmo verdade, é algo a se lamentar profundamente. Em primeiro lugar, quem deveria decidir sobre isso é o próprio Chico. Em segundo lugar, obviamente não é verdade o fato de que a tradução traria “sérios problemas ao Espiritismo”, como teriam alegado os dirigentes da FEB na época, posto que exista uma quantidade enorme de obras traduzidas, e mesmo com algumas imprecisões de tradução, o sentido de toda a obra não se perde. A própria codificação espírita foi traduzida do francês ao português, e nem por isso o conhecimento, a apreciação e a profundidade do texto original em francês se perderam nessa tradução. Esse episódio, caso seja confirmado, é, em nossa opinião, de se lamentar profundamente.

 

umbandaEspiritismo x Umbanda
Uma curiosidade interessante sobre o Espiritismo é um episódio que ocorreu logo no início da fundação da religião da Umbanda. Antes mesmo da religião da Umbanda ser fundada, o médium Zélio Fernandino de Moraes, começou a manifestar a sua mediunidade. Sua família o enviou a Federação Espírita de Niterói. Zélio foi chamado à mesa mediúnica e foi tomado por uma força alheia a sua vontade, incorporando o espírito que é considerado o fundador da Umbanda, o “Caboclo Sete Encruzilhadas”. Outros médiuns que participavam da mesa também incorporaram espíritos de negros escravos e índios. No entanto, o dirigente dos trabalhos considerou aquilo um verdadeiro “atraso espiritual” e tentou repelir aquelas entidades que se manifestavam, alegando que elas eram “claramente atrasadas”. O Caboclo das Sete Encruzilhadas, falando pelo médium Zélio, afirmou que eles deveriam ao menos ouvir esses espíritos, ao invés de repeli-los, mas não houve jeito. Depois disso, o caboclo disse que seria fundada uma religião à parte onde os negros escravos, índios, e outras entidades pudessem se manifestar livremente, como não foi possível na Federação Espírita de Niterói. De fato, em nossa visão, é necessário ouvir os espíritos, e não nos cabe rotular quem são atrasados ou adiantados, muito menos por sua cultura, origem, raça, etc.

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