Revista Universo Místico

Autoconhecimento, bem-estar e espiritualidade

Em qual VERDADE acreditar ?

Desde que o mundo é mundo, questões sobre como e de onde viemos, se checadas independente de qualquer religião, frequentemente nos assustam…

Por conta deste tipo de questionamento, inúmeras tribos acabaram se desenvolvendo na arte de falar com os deuses, na arte de receber mensagens divinas e, pior, na desconcertante disputa sobre a soberania de uma única suposta verdade celestial. E por assim dizer, os mais diversos tipos de religiões foram se desenvolvendo… O que emerge, em comum a todas, é o agrupamento de dogmas e crenças organizadas, somadas a rituais e mistérios que só têm a garantia de serem revelados em suas supostas verdades, no pós morte. Superstições de todo tipo também fazem parte, embora os devotos não se dêem conta de onde e nem de como estão atados a mais essa invenção de realidade.

Além de todo este montante, também existem livros sagrados e pessoas intermediárias que têm a função de passar os tais conhecimentos ditos sagrados.

A essa altura, é bem capaz que você esteja se perguntando para que e o porquê desse tipo de criação de realidade, bem como do por que necessitaríamos de construções dessa ordem. O fato é que o ser humano até hoje não aprendeu a lidar com o seu desamparo existencial. Cria subterfúgios imaginários e coletivos (religiões/seitas e outras) em nome de driblar questões em que se deveria ter um olhar especial. Sabemos que temos uma segurança relativa em relação ao nosso existir. Podemos morrer a qualquer momento e ainda sem aviso prévio. E com tudo isso enquanto vivos, ainda temos a cega certeza de que vale a pena lutar para se convencer ou convencer ao outro sobre todo tipo de verdades.

Por isso mesmo, é que a maior parte de nós, desde muito cedo, permanece submetida a esses sistemas que até podem pregar o amor e a redenção divina baseados em atos de fé, mas que, no final das contas, de algum jeito acabam funcionando como a mitologia fez em seu tempo, ou seja, na intenção, entre outras coisas, de organizar o psiquismo das pessoas para uma vida civilizada, menos caótica e quem sabe mais amparada em seu lugar primordial de desproteção. Religiões também ocupam o lugar da grande mãe ou de pais protetores frente ao imponderável.

A verdade é que todos nós estamos inequivocamente à mercê de um grande não sei existencial e em meio a um futuro que nos é totalmente desconhecido. Permanecemos como sempre estivemos à mercê das forças do universo, e se pararmos para pensar, somos e estamos totalmente desprotegidos e desamparados. Fatalmente, seremos derrotados frente aos grandes furacões, tempestades, tsunamis, do mesmo modo que estávamos no início dos tempos. A maioria de nós busca se apoiar freneticamente em algo que iluda e que de algum modo negue esta terrível e inexorável realidade. Estamos fadados a deixar tudo o que acreditamos ao longo de uma vida sem aviso prévio. Todas as nossas relações, nossos ganhos e as nossas perdas também estão nesse pacote.

A pergunta que fica é onde, de verdade, poderíamos encontrar respostas para as nossas mais profundas questões existenciais?
Estamos tão intoxicados de conceitos sobre tudo o que existe que a experiência individual independente não costuma ser validada nem pela própria pessoa que pode ter passado por tal vivência. E enquanto nos distraímos com essas questões, a existência em si, na maioria das vezes passa despercebida e desperdiçada em lutas inglórias que no final das contas não levam a nada além de dor e de sofrimento.

E como toda crença funciona quando bem estruturada, fica quase que impossível se distinguir a verdade da ficção.
Aqui vai um convite de acesso a um significado existencial diferente do aprendido:

Você já cogitou desgrudar da tela e ver este tipo de desenvolvimentos fora de si mesmo, como mais um filme criado e compartilhado de diversas maneiras por muitos agrupamentos e povos? Você pode sentir e ser diferente do aprendido e tirar proveito. Grudar e desgrudar da tela quando e como quiser, ter mais autonomia. Estamos num planeta que é um lugar para criarmos os nossos próprios filmes e não para vivermos o filme dos outros sem sabermos. Acredite em você!

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